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Eis os adversários de Stuttgart e Bayern de Munique, respectivamente, nas oitavas-de-final da Champions League. Para o VfB, uma espécie de despedida de gala no Camp Nou. Ou alguém aí acredita que o time de Christian Gross vai conseguir superar os atuais campeões? O próprio manager do clube, Horst Heldt, aceitou bem o destino que coube aos Schwaben. “Teremos pela frente uma das equipes mais fortes e somos claramente azarões. Não temos nenhuma chance e apenas queremos aproveitá-la. O importante é nos despedirmos com honra”, disse. O confronto marca o reencontro de Aliaksandr Hleb com o clube catalão.

Já o Bayern de Munique tem pouco do que reclamar. O confronto com a equipe Viola, mesmo que fazendo a segunda partida fora de casa, era o melhor cenário possível, diante da possibilidade de ter novamente o Barça pela frente – ou, quem sabe, um Chelsea da vida. “Não posso dizer que estou insatisfeito. Poderia ter sido pior, mas os italianos são sempre bem organizados”, comentou Louis van Gaal.

Os jogos estão marcados para 17 de fevereiro (Bayern x Fiorentina), 23 de fevereiro (Stuttgart x Barcelona), 9 de março (Fiorentina x Bayern) e 17 de março (Barcelona x Stuttgart).

O sorteio da Europa League também foi de altos e baixos para os alemães (todos passaram). O Hertha Berlim pega o Benfica e dificilmente passa. O Hamburg faz um duelo equilibrado com o PSV e deve ter trabalho para bater os holandeses. O Werder Bremen, em contrapartida, deve passar tranquilamente pelo Twente. Já o Wolfsburg topa com o Villarreal num confronto imprevisível. Até porque, é difícil saber como estará o time até lá. E se Armin Veh passa deste fim de semana. Mas isso é assunto para outro post.

Bayern de Munique e Stuttgart conseguiram: avançaram às oitavas-de-final da Champions League. Em ambos os casos, a classificação parecia improvável, mas os dois times cresceram na hora certa.

Os bávaros conseguiram o que parecia mais difícil: bateram a forte Juventus em pleno Delle Alpi por 4 a 1, de virada, num jogo completamente dominado pelos alemães, que abocanharam a segunda vaga do grupo A, atrás do Bordeaux.

O VfB bateu o surpreendente Unirea Urziceni em casa, por 3 a 1, mostrando um espírito de luta que não se via há alguns meses dentro de campo. Sinal de que a presença de Markus Babbel era, sim, um empecilho. Mais decisivo, entretanto, foi a vitória sobre o Rangers, na Escócia.

Já o Wolfsburg pagou pela falta de experiência. Mesmo diante do time reserva do Manchester United, não soube aproveitar as oportunidades que teve para matar o jogo e garantir a vaga. Perdeu por 3 a 1, com três gols de Michael Owen. Curioso foi o momento em que Dzeko empatou e, caso o Besiktas fizesse o mesmo, a vaga ficava par ao time da Volkswagen. Logo que saiu o segundo do Manchester, saiu o empate na Turquia. Agora, terá pela frente a Europa League.

 Amigos leitores, peço desculpas pela ausência nas últimas semanas, mas foi inevitável. Tive de deixar o blog em segundo plano por motivo de trabalho e não tive como conciliar tudo o que tinha para fazer com este espaço. Conto com a compreensão.

Para compensar – e atendendo a pedidos – faço abaixo um breve resumo dos fatos relevantes de novembro, o mês que passou em branco por aqui. 

- Robert Enke. Possivelmente a notícia mais triste do ano esportivo. Era um bom goleiro, estava no auge da carreira, cotado para se transferir para Stuttgart e Bayern de Munique na próxima temporada e, mais importante, seria o titular da Alemanha na Copa do Mundo. Não era novidade que ele tinha problemas. Primeiro foi a morte de sua filha, depois a misteriosa infecção que o deixou fora de ação alguns meses atrás. O desfecho trágico comprovou que a situação por que passava o camisa 1 do Hannover 96 era pior do que se poderia imaginar. Enke sofria de depressão e estava se tratando para isso. Pelas declarações de sua esposa e de outros familiares, era uma pessoa muito introspectiva, que tinha problema em lidar com as críticas – e não eram poucas. Mesmo titular do Nationalelf, estava longe de ser uma unanimidade entre os críticos. É o exemplo típico do jovem que não sabe lidar com a condição de celebridade, que não tem o preparo – pessoal e profissional – necessário para lidar com o turbilhão de emoções da vida de uma celebridade. Não são poucos os exemplos de outros que preferiram fugir (Kurt Cobain, por exemplo) a tentar enfrentar o problema de frente. Pessoalmente, acho injustificável.

- Saída de Beckenbauer do Bayern. Não resta dúvidas de que o Kaiser foi o maior nome da história do futebol alemão. Dentro e fora dos gramados, conquistou tudo o que poderia e se tornou exemplo mundo afora. Já faz tempo, porém, que sua participação no comando do Bayern já era meramente figurativa. Ainda tinha poder, é verdade, mas mais cornetava do que qualquer outra coisa. Já faz tempo que é a dupla Karl-Heinz Rummenigge e Uli Hoeness que mandam por lá. Obviamente, Beckenbauer continuará um símbolo e uma espécie de embaixador do Bayern mundo afora, mas agora ficará menos conflitante suas colunas no diário Bild em que critica jogadores do próprio clube que presidia. 

Que eu me lembre, esses foram os principais temas desses 45 dias de ausência. Se tiver algo mais que tenha esquecido, é só avisar nos comentários.

Demorou, mas a direção do Stuttgart enfim tomou a decisão que já deveria ter tomado há algumas semanas, meses, talvez: demitir Markus Babbel. O ex-zagueiro do Liverpool, da seleção alemã, e do próprio VfB teve um bom começo, exatamente um ano atrás, quando pegou o clube das mãos do campeão Armin Veh em situação complicada e conseguiu levá-lo à Champions League.

Já fazia tempo que o time ia mal das pernas e estava claro que algo estava errado. Precisaram chegar à zona de rebaixamento – e só não à lanterna porque o Hertha Berlim está realmente em situação deprimente – para perceber que o técnico não podia mais estar ali. Agora começa a ficar claro alguns dos motivos da derrocada. Por ter saído do status de jogador muito recentemente, Babbel tinha um bom relacionamento com muitos de seus comandados. E, em diversos momentos, ficou claro que ele não tinha o pulso firme que deveria ter.

Outro erro cometido por ele foi a decisão de adotar um sistema de rotação para a equipe. A ideia não estava de todo incorreta, sobretudo por disputar duas a UCL em paralelo, mas Babbel não conseguiu dar ao time a unidade vista no primeiro semestre. Somado a tudo isso, vieram as contusões de Hitzlsperger e Kuzmanovic.

Para seu lugar chegou o suíço Christian Gross, técnico que fez seu nome frente ao Basel no início da década, quando quase levou o time de Basileia às quartas-de-final da Champions. Logo de cara, terá pela frente o desafio, nem tão complicado assim, frente ao Unirea Urziceni na quarta-feira. Uma vitória simples dá a vaga nas oitavas-de-final e pode trazer um pouco de tranquilidade para os lados da Gottlieb-Daimler-Strasse.

Dentre todas as possibilidades disponíveis, a Alemanha não tem muito do que reclamar de seu grupo D, ao lado de Austrália, Gana e Sérvia. Não terá nenhuma baba pela frente, é verdade, mas também não tem um adversário daqueles que deve tirar o sono de Joachim Löw e sua turma. Dá para imaginar uma classificação tranqüila, com 100% de aproveitamento ou até mesmo com seis ou sete pontos.Duvido que os alemães fiquem fora das oitavas-de-final.

Pelas equipes do Grupo C, que deve ter a Inglaterra como primeiro, dá para acreditar que o Nationalelf tem caminho livre até as quartas se conseguir se confirmar como primeira do grupo e evitar os ingleses.

Eis os jogos alemães na primeira fase:

13 de junho – Alemanha x Austrália (Durban)
18 de junho – Alemanha x Sérvia (Port Elisabeth)
23 de junho – Gana x Alemanha (Joanesburgo)

O mais provável substituto de Frank Heinemann no comando do Bochum é Heiko Herrlich. De acordo com a kicker, o ex-jogador de Bayer Leverkusen, Borussia Mönchengladbach e Borussia Dortmund deve ser apresentado terça ou quarta-feira e fazer sua estreia já no fim de semana, contra o Eintracht Frankfurt.

Herrlich é técnico desde 2005, quando começou a trabalhar nas categorias de base do BVB. Em 2007, foi contratado pela Federação Alemã, onde comandava a seleção Sub-17, com a qual chegou ao terceiro lugar do Mundial da categoria. Em 2008, assumiu o time Sub-19.

A expectativa agora se volta para o Stuttgart. Depois de mais uma derrota, agora contra o Hannover 96, Markus Babbel é tido como o favorito para cair. Mesmo que o presidente Horst Heldt diga: “Nós temos paciência” dia sim, dia não.

Quando entrou em campo, aos 42 minutos do segundo tempo, o meio-campista Eke Uzoma não fez apenas sua estreia na Bundesliga, mas também entrou para a história. O nigeriano se tornou o jogador de número cinco mil a disputar o Campeonato Alemão.

Antes dele, Andreas Wolf, do Nuremberg, se tornou o jogador 4 mil há sete anos e meio, numa derrota do clube para o Hertha Berlim.

A exemplo do que aconteceu no fim de semana do Campeonato Brasileiro, a rodada da Bundesliga serviu para acirrar ainda mais abriga pela ponta da tabela. Se à primeira vista o empate em casa com o Borussia Dortmund parecia ter complicado a vida do Bayer Leverkusen, o emocionante 3 a 3 entre Schalke 04 e Hamburg manteve a ponta dividida pelas duas equipes e permitiu a entrada do Werder Bremen no bolo dos quatro primeiros, separados por apenas dois pontos de diferença.

A vitória do Werder Bremen por 4 a 1 sobre o Bochum, aliás, custou a cabeça de mais um treinador na temporada. Frank Heinemann, interino desde que Marcel Koller deixou o clube há cinco rodadas, não aguentou o efeito de mais um tropeço. Desde que assumiu, conquistou uma vitória, um empate e três derrotas consecutivas, exatamente o mesmo desempenho de seu antecessor. Pior: Heinemann não conseguiu tirar o time na vice-lanterna.

Quem tinha tudo para se complicar na rodada era o Bayern de Munique, que saiu perdendo para o Eintracht Frankfurt, em casa. Empatou com Arjen Robben apenas no segundo tempo e virou o placar nos minutos finais, com um gol do zagueiro-artilheiro Daniel van Buyten. Não tivesse feito esse gol, os bávaros fechariam a décima rodada na nona colocação, exatamente no meio da tabela.

Eis os resultados da décima rodada

Sexta-feira, 23 de outubro
Bayer Leverkusen 1×1 Borussia Dortmund [M. Friedrich; Barrios]

Sábado, 24 de outubro
Bayern de Munique 2×1 Eintracht Frankfurt [Robben, Van Buyten; Meier]
Hoffenheim 3×0 Nuremberg [Eichner, Ibisevic, Zuculini]
Hannover 96 1×0 Stuttgart [Ya Konan]
Borussia Mönchengladbach 0×0 Colônia
Mainz 05 3×0 Freiburg [Ivanschitz, Hoogland (2)]

Sábado, 24 de outubro
Hertha Berlim 0×0 Wolfsburg
Schalke 04 3×3 Hamburg [Kuranyi (2), Schmitz; Berg (2), Trochowski]
Bochum 1×4 Werder Bremen [Sestak; Hunt, Marin, Borowski, Özil]

Três jogos, nenhuma vitória. O desempenho dos três alemães na terceira rodada da Champions League foi desastroso. Não se previa nada fácil para eles, mas, pelo que mostraram Stuttgart, Bayern e Wolfsburg, dava para esperar mais.

Em casa, os Schwaben caíram para o melhor time dessa primeira fase da UCL, mas as boas chances criadas pelo time não se converteram em gols. O resultado afundou ainda mais o clube na crise e, apesar de não estar tão mal assim na classificação da competição, a sequência negativa em paralelo à Bundesliga deve custar o cargo de Markus Babbel no fim de semana em caso de novo tropeço diante do Hannover 96.

Nos duelos de quarta-feira, os cartões vermelhos fizeram a diferença contra os germânicos. Na França, o Bayern de Munique até deu sorte no início com o gol contra de Ciani, mas um gol a favor do atacante e as expulsões de Thomas Müller e Van Buyten praticamente acabaram com as chances dos bávaros. Não fosse a defesa de dois pênaltis por Hans-Jörg Butt, os 2 a 1 teriam se tornado goleada e a possibilidade de classificação para as oitavas-de-final se tornaria sonho.

Em casa, o Wolfsburg desperdiçou uma oportunidade de ouro de se manter afastado do risco de aproximação do CSKA Moscou na tabela. Jogou melhor que o Besiktas, mas perdeu chances demais e ainda sofreu com apenas dez em campo nos 15 minutos finais. Tudo por causa da expulsão de Grafite aos 29 minutos do segundo tempo. Antes de uma cobrança de escanteio, o árbitro viu o brasileiro dar um tapa de canhota no rosto de Ibrahim Kas. Vermelho direto e o pedido de desculpas para os torcedores na saída do gramado. Como pergunta o Bild, “Que raios acontece com Grafite?”. Ironicamente, o Wolfsburg é o único alemão que hoje estaria classificado para a próxima fase.

Do jeito que as coisas andam, porém, começa a parecer difícil acreditar que algum deles se classifique.

Eis os resultados da terceira rodada da Champions League para os alemães

Terça-feira, 20 de outubro
Stuttgart 1×3 Sevilla [Élson; Squilacci (2), Navas]

Quarta-feira, 21 de outubro
Bordeaux 2×1 Bayern de Munique [Ciani, Planus; Ciani (contra)]

Wolfsburg 0×0 Besiktas

E a situação dos grupos
Grupo A
1. Bordeaux (7 pontos); 2. Juventus (5); 3. Bayern (4); 4. Maccabi Haifa (0)

Grupo B
1. Man United (9); 2. Wolfsburg (4); 3. CSKA Moscou (3); Besiktas (1)

Grupo G
1. Sevilla (9); 2. Unirea Urziceni (4); 3. Stuttgart (2); 4. Rangers (1)

Um em crise, outro desfalcado de seus dois principais jogadores e o terceiro tendo de apelar para a volta de seu artilheiro em 2008/09 depois de um incidente de indisciplina. Esse é o panorama nada favorável dos alemães na terceira rodada da Champions League.

Sem vencer a três partidas, o Stuttgart recebe o líder Sevilla com a dura tarefa de parar o ataque dos espanhóis em meio aos problemas entre jogadores e o técnico Markus Babbel. Irritado com os erros individuais de seus comandados (ou será uma tentativa de derrubar o treinador?), Babbel promove a volta do mexicano Ricardo Osório ao time titular. Detalhe: ele não atua pelo clube desde março.

O Bayern de Munique vai à França encarar o Bordeaux mais uma vez sem Ribéry e Robben. Depois da atuação razoável contra o Freiburg, Louis van Gaal mantém Luca Toni no ataque com Miroslav Klose, servidos por Thomas Müller.

Em casa, o Wolfsburg tem duelo decisivo com o Besiktas. Um tropeço ser crucial para as chances de classificação dos Lobos. Depois de deixar Grafite no banco contra o Borussia Mönchengladbach, o técnico Armin Veh recoloca o brasileiro no time titular, rezando para que o artilheiro volte a dar show, como na estreia contra o CSKA Moscou.

Na média, a rodada promete ser ruim para os alemães.

Os alemães na terceira rodada da Champions League

Terça-feira, 20 de outubro
16h45 – Stuttgart x Sevilla (VT quarta-feira, 0h, ESPN Brasil; 1h, ESPN HD)

Quarta-feira, 21 de outubro
16h45 – Bordeaux x Bayern de Munique (VT 20h, ESPN Brasil)
16h45 – Wolfsburg x Besiktas

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